Intenção sem ação não representa nada
sem paixão não representa nada
Intenção sem razão não representa nada
sem coração não representa nada
Sabe-se lá o nada que a gente vai ser
Sem intenção eu só sei hoje
O que a gente é
E mesmo assim muito pouco
Sabe-se lá o que o nada fará da gente
Sem intenção nada aprendi olhando os erros dos outros.
26 de maio de 2009
21 de abril de 2009
A beleza da maçã
Sou o poeta medíocre
Em busca do brilho do sorriso de uma explosão diferente
Ah, como eu queria que isso dobrasse
Invertesse
Desviasse diante de mim
Mas não!
Isso volta e segue reto
Insistente pelo caminho errado
Depressa engulo o gosto cinza do belo
E aprendo que o belo está também na angústia que se sente.
Em busca do brilho do sorriso de uma explosão diferente
Ah, como eu queria que isso dobrasse
Invertesse
Desviasse diante de mim
Mas não!
Isso volta e segue reto
Insistente pelo caminho errado
Depressa engulo o gosto cinza do belo
E aprendo que o belo está também na angústia que se sente.
4 de março de 2009
miolo
Antes que esta noite se disperse tímida
Intocável
Tragando consigo o canto obiquo dos grilos
Enforco a caneta e disperdiço papel
Reiterando o que nunca disse antes:
Tenho a síndrome de complicar o incomplicável.
E me arrisco, parco
Desejar algum dia
Ser um destes insetos que beiram a morte
Girando ao redor da luz de um poste
Num gesto podre de sonho e esperança
Que mal cabe na boca de uma só existência.
Intocável
Tragando consigo o canto obiquo dos grilos
Enforco a caneta e disperdiço papel
Reiterando o que nunca disse antes:
Tenho a síndrome de complicar o incomplicável.
E me arrisco, parco
Desejar algum dia
Ser um destes insetos que beiram a morte
Girando ao redor da luz de um poste
Num gesto podre de sonho e esperança
Que mal cabe na boca de uma só existência.
2 de março de 2009
Reticências e...
Quando se tem o mínimo de consciência das coisas
Torna-se impossível deitar impune contra si mesmo
Eis a loucura que feito faca fere minha alegria
E a deixa assim:
Pálida!
Apenas para iluminar a alma dos fracos.
A mentira jorra do sorriso
Enquanto mascaro o caule insano
Tísico
E exasperado
Que sustenta a cadência nebulosa de minha alma.
Torna-se impossível deitar impune contra si mesmo
Eis a loucura que feito faca fere minha alegria
E a deixa assim:
Pálida!
Apenas para iluminar a alma dos fracos.
A mentira jorra do sorriso
Enquanto mascaro o caule insano
Tísico
E exasperado
Que sustenta a cadência nebulosa de minha alma.
18 de fevereiro de 2009
Quase sempre
Uma onda arremessou
A sombra da água
No manto calmo e macio da praia
Desenhando o mapa de minhas feridas
Nos grãos de areia desse mar poluído
Por um instante fui parte desta mancha fria
Que quase sempre mela
Arranha
E machuca a praia
Depois a beija e volta para o vento
Esquecendo pedaços de espuma na areia.
A sombra da água
No manto calmo e macio da praia
Desenhando o mapa de minhas feridas
Nos grãos de areia desse mar poluído
Por um instante fui parte desta mancha fria
Que quase sempre mela
Arranha
E machuca a praia
Depois a beija e volta para o vento
Esquecendo pedaços de espuma na areia.
26 de novembro de 2008
Lígia (Boa Viagem)
Corpo repleto de nadaabutres
Salivam
Desejo
Entre os carros que roncando freavam
Um enxame comtemplou a paz
Quando a vi
Lígia
Cansada da vida
Esparramada
Alva
Na escuridão brilhante do asfalto
Sem sapatos
Pubianos ao vento
Mindinho quebrado
Disse: "O teu fogo se afoga nas horas. Salva-te!"
(Paquerando o espírito esquecido)
Mas o fermento borbulhou pelas narinas
Sangue!
Encharcada do pipoco dos órgãos.
Primeira vez que vi a morte
Escondida num rostinho de porcelana.
22 de agosto de 2008
Amianto

Obeservo a dança das borboletas
E as gotas de chuva que brilham agarradas ao fio de alta tensão
Faço isto na agonia da alma
Para calar um grito invisível
Mas enquanto paquero sutilezas
Bebo sangue
após há guerra
Antes há fome
AIDS
Desastres ambientais!
Entristeço
Quando sei que apreciar a vida nestas condições
Prestes ao final de tudo
É não ter paz.
E eu querendo amar a vida inutilmente
Ante os soluços de desespero da multidão
O que faço pela dor das pessoas
Arrancando beleza de gotas e borboletas?
Cada cílio despecando no papel
Reflete o peso de um trem.
E as gotas de chuva que brilham agarradas ao fio de alta tensão
Faço isto na agonia da alma
Para calar um grito invisível
Mas enquanto paquero sutilezas
Bebo sangue
após há guerra
Antes há fome
AIDS
Desastres ambientais!
Entristeço
Quando sei que apreciar a vida nestas condições
Prestes ao final de tudo
É não ter paz.
E eu querendo amar a vida inutilmente
Ante os soluços de desespero da multidão
O que faço pela dor das pessoas
Arrancando beleza de gotas e borboletas?
Cada cílio despecando no papel
Reflete o peso de um trem.
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